astrologia, arte & eu | beda 2018 #02

2.8.18

Um ano atrás eu escrevi esse post contando um pouco do meu caminho até chegar na fotografia. E hoje, estou aqui, lembrando desse texto e o relacionando mentalmente com tudo que tenho aprendido sobre mim mesma com base nos meus estudos (ainda rasos) de astrologia e do meu mapa astral. A vida é realmente muito doida. Mas, vamos começar do começo.

x VIA COCORRINA x

Eu sou de Aries. O famoso signo da impulsividade, coragem, ousadia.... adjetivos sobre pioneirismo e energia nos quais nunca me identifiquei. Eu cresci lendo horóscopos diários de revista e o máximo que sabia sobre meu mapa é que tinha Touro como ascendente (sem saber direito o que isso significava). Bem no comecinho de 2016, quando andava na pontinhas dos pés para encarar a fotografia como trabalho, a Jaque foi a primeira pessoa que me procurou para perguntar se eu fazia casamentos, já que ela iria se casar no ano seguinte, e pelo meu olhar, estilo e estética, seria a fotógrafa ideal para o que ela estava buscando. Aceitei cheia de medos, explicando mil vezes que nunca tinha feito um trabalho assim, e no final desse mesmo ano nós nos encontramos para acertar todos os detalhes do casamento (que aconteceria nos primeiros dias de 2017). Entre um café e outro, a astrologia entrou na conversa, e ela se ofereceu para fazer meu mapa astral. Falou sobre casas, planetas, aspectos e eu fiquei com cara de ponto de interrogação por nem saber do que tudo aquilo se tratava (olha só que inocente, hahaha). É claro que nos dias seguintes eu acabei esquecendo de tudo, mas durante o ano de 2017 vez ou outra algo que ela tinha dito voltava nas minhas lembranças (principalmente a ênfase que ela deu sobre trabalho, falando de estética, beleza e perfeccionismo). Depois de todo esse tempo, só agora em 2018 eu realmente fui atrás de conhecer mais sobre meu mapa astral e acabei entrando em um caminho sem volta, risos.

x ESSA É A JAQUE, MARAVILHOSA, EM UMA FOTO QUE FIZ NO DIA DO SEU CASAMENTO x

Na astrologia, algumas casas falam especificamente sobre trabalho/finanças. A casa 2 fala sobre como ganhar/gastar dinheiro, no sentindo de desenvolver algo (um dom, caso acredite nisso) que te traga retorno financeiro. A casa 6 fala sobre como realizar o trabalho, está relacionada com suas rotinas e hábitos. E a casa 10 fala da vocação, o trabalho como propósito, o seu 'chamado'. Eaí começa a magia da astrologia na minha vida, onde muitas coisas passaram a fazer sentido.

Na casa 2 tenho Câncer (signo regido pela Lua) que está diretamente relacionado com memórias, passado e imaginação; fala sobre saudosismo, lembranças, sensibilidade, história, registros. Na casa 6 tenho minha Lua em Libra (signo regido por Vênus) que fala sobre a busca do equilíbrio, beleza e perfeição; da apreciação da arte e estética. E na minha casa 10 (meio do céu) tenho algumas coisas importantes acontecendo ao mesmo tempo: uma delas delas é o signo de Aquário, que ocupa grande parte dessa casa e fala sobre originalidade, criatividade e de ter um olhar para o outro, não para o 'eu'. Mas, minha casa 10 também "pega" uma boa parte do signo de Peixes, que é onde está minha Vênus em exaltação (Vênus não é regente do signo de Peixes, mas desse modo é como se as características do planeta ficassem mais fortes) e além de falar da forma que me relaciono com o amor, a Vênus em Peixes também está relacionada com criatividade, arte e estética (assim como falei sobre o signo de Libra, que é um dos seus domicílios). Apesar de ser conhecida como a Vênus dos trouxas (por se doar e fantasiar demais) esse planeta passou a ser uma ~inspiração na minha vida, como se fosse a veia artística que eu sempre neguei ter, mas que estava aqui o tempo todo.


Depois de entender um pouquinho sobre esse pedacinho do meu mapa (pedacinho bem bem pequeno, porque no meio disso existem outros planetas e aspectos atuando nessas casas que citei) a minha vida na fotografia passou a fazer muito mais sentido. A parte de registrar histórias, o meu perfeccionismo que vive me travando, todos os caminhos artísticos que passei durante a vida (mesmo jurando ser de exatas) até chegar até aqui. A vocação como um chamado: alguém vem até você para procurar algo que nem você mesmo sabe que pode fazer - como foi o caso da Jaque e a fotografia de casamentos (quando comecei na fotografia eu dizia que a única coisa que eu não tinha interesse em fotografar era casamentos! HAHA). Entender mais sobre o meu mapa astral tem me ajudado a conhecer mais sobre mim mesma, a ver coisas que estavam ali o tempo todo, mas que o medo, insegurança e experiências durante a vida me fizeram tapar os olhos e seguir em outra direção. E a minha falta de identificação com o signo de Áries que falei ali no começo? Bom, no meio de todas essas leituras e tentativas de me redescobrir, vi que o signo mais forte no meu mapa é Touro, onde está meu ascendente. Justamente um signo de terra (também regido por Vênus!) que entre outras coisas, tem como ponto forte a busca por estabilidade, a ponderação e a persistência, apesar de serem meio lerdos para conseguirem as coisas, já que não gostam de dar passos em falso. Tem como ser mais eu do que isso?

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Embora isso tenta virado um textão (não consigo me controlar, RISOS) astrologia é um assunto muito extenso e que eu conheço -ainda- bem superficialmente, focando mais no que está no meu mapa.  Não sei se vou conseguir explicar muitas coisas sobre isso por aqui, mas tenho planejado pra um post futuro a indicação de alguns blogs e canais legais pra quem se interessa sobre o tema (caso tenham alguma outra sugestão de post, deixem aí nos comentários). Espero que tenham gostado e que minha experiência sirva (de alguma forma) como impulso pra conhecerem mais sobre o mapa de vocês <3

Beijos,
K.
© coffee, rock & beer POR KARINE BRITTO